
Freitag, November 23
Montag, November 19
Quando me apaixono é muito difícil voltar trás, esquecer, mudar de foco. Não consigo me mover do lugar. Pareço uma mula correndo atrás de cenoura com aqueles tapa-olhos que não me permitem enxergar mais nada no mundo. Mas eu trapaceio vez por outra... ergo a pata e espio ao redor. O problema é que eu não preciso de tapa-olhos. Meu foco é por conta própria: eu simplesmente não me interesso pelo que está dos lados. Apaixonar-me é tão custoso, acontece tão raramente, que quando vem é arrebatador. Eu tenho certeza que é forte e que eu vou me acabar para fazer aquilo dar certo. Nem que custe minha dignidade, meus poucos reais e todo o sentimento que eu puder sentir num espaço de tempo.
E eu me apaixonei há 3 anos. E é uma paixão controversa, cheia de preconceitos por todos os lados, tabus, clichês, nariz torcido, tudo... E eu ainda amo e persigo. E agora, quando eu achei que todos os meus esforços haviam sido em vão, tenho uma nova chance de estar por perto.
Meus olhinhos brilham outra vez!
Não, não estou falando de uma pessoa.
E eu me apaixonei há 3 anos. E é uma paixão controversa, cheia de preconceitos por todos os lados, tabus, clichês, nariz torcido, tudo... E eu ainda amo e persigo. E agora, quando eu achei que todos os meus esforços haviam sido em vão, tenho uma nova chance de estar por perto.
Meus olhinhos brilham outra vez!
Não, não estou falando de uma pessoa.
Donnerstag, November 15
Hoje eu aprendi a tocar uma música sozinha. Preciso agradecer meu professor-amigo-querido que me ensinou os primeiros passos. Foram poucos mas que permitiram um milagre: me ensinar noções de música.
A música? Óbvio que trata-se de uma facílima que qualquer criança poderia aprender a tocar em 30 minutos. Mas isso realmente não importa para mim.
A música? Óbvio que trata-se de uma facílima que qualquer criança poderia aprender a tocar em 30 minutos. Mas isso realmente não importa para mim.
Por mais que eu tente me conectar aos outros, falho. Não de modo geral. Mas em alguns aspectos bem específicos. Minha força para não esperar retorno dos outros foi tão intenso que agora não consigo voltar trás. É muito simples: não suporto depender de ninguém. Sempre que posso – e posso quase sempre, não dependo. E quando preciso há sempre uma frustração embutida. Não frustração por ter que precisar, mas porque sei que a pessoa vai me decepcionar. Esperar dos outros é uma tragédia sem fim. Por vezes penso que isso é problema dos perfeccionistas que, como eu, sempre acham que poderiam ter feito melhor. Ou pelo menos ter feito, ponto. Mas volta e meia dependo de favores simples das pessoas e elas falham e falham e falham. Chego a ter coceira na nuca toda vez que sei que dependo de alguém. Peço e aguardo pelo erro que vou ter que corrigir. Queria ser um cactus ou um camelo. Ou algumas dessas coisas que são quase totalmente auto-suficientes. Quase perfeitos.
A sensação que tenho é que minha vida parou. Reencontro pessoas de tempo atrás e parece que a vida é outra. Não para mim. Claro, muita coisa mudou na minha vida, mas continuo sendo eu mesma, sabe? No fundo eu continuo sendo eu. E essas pessoas são outras em um ou dois anos... Eu reconheço os olhos, algumas nuances, o jeito de rir. Nada mais. Penso se não caí numa espécie de limbo do tempo: um lugar onde, na verdade, não há tempo algum. As coisas acontecem, mas não é como se eu progredisse ou regredisse no caminho de um ponto a outro. Tempo e espaço não têm correspondência, não, eles são exatamente a mesma coisa. Alguns dizem que esse sentimento é uma sacada genial. Eu não concordo. Para mim é simplesmente vertigem.
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