Samstag, Januar 19

"1.Catexia é o processo pelo qual a energia libidinal disponível na psique das pessoas é vinculada a representação mental de uma pessoa, idéia ou coisa. Uma vez que a libido foi catexizada, ela perde sua mobilidade original e não pode mais ser alternada para novos objetos, como normalmente seria possível, ficando enraizada na parte da psique que a atraiu e reteve. Estudos psicanalíticos sobre o luto interpretam o desinteresse por parte dos sobreviventes com a vida cotidiana como uma migração da libido exclusivamente em direção à pessoa perdida.
2.Regulação narcísica e objetal.
3.Se faz na relação entre pulsão e objeto".

Ah, então tá...

Mittwoch, Januar 16

E tem dias que acordo só arrependimentos...

É feito soluço. Vem sem aviso e enquanto fica incomoda. Não dá para falar, se concentrar, sequer respirar direito. Ignorar então, nem pensar. Até porque pensar também fica difícil. E é um tempo dedicado ao soluço-arrependimento. Um tempo só dele. Mas passa. A gente tenta susto, copo d'água, virar de cabeça pra baixo... quase morrer sufocada prendendo a respiração, tudo na esperança que o soluço-arrependimento morra antes com falta de ar. Antes que te mate... o arrependimento, não o soluço. De soluço não se morre, penso eu.

(E precisa passar antes que eu delire pelo descompasso respiratório e comece a achar que vale a pena ir atrás mais uma vez. Repetir "não vale" mil vezes deve fazer o soluço passar. Assim, menos kamikaze, espero. )
Olho para trás
a ver a alegria que você não foi capaz
de me causar
penso neste tempo
que passei sem perceber
que não queria mais
e hoje estás com...

nã nã nã...
Vem pra cá. Traz seu violão. Toca pra mim. Deixa eu te olhar. Vem?

Queri dizer isso. E era tão simples que eu nunca consegui. Tempos depois penso nisso. Penso que só vemos o caminho mais longo e mais difícil. Nunca o de só dizer as coisas assim, simples. Sinto falta do que nunca tivemos. E foi tanto... mas não ouso dizer já que ele ficou bem... e nunca conseguiria caminhar pelo lado fácil também. Nunca. Uma pena.

Montag, Januar 7

A verdade é que dessa vez eu amei o ano novo. Porque dessa vez os votos de “tudo de bom”, “felicidades” e afins era real. Aliás, eu nem precisava do desejo dos outros porque minha boa sorte já estava com data e hora para acontecer.

Tenho que admitir que, apesar dos pesares, tive sorte nos últimos anos. Há dois reveillóns minha sorte também não era das piores. Outro sonho com data e hora para acontecer e dois anos curtindo o que os ventos (e muita ralação) me trouxeram.

Quando o sonho já começava a se acinzentar e o prazo para acabar estava chegando, corri atrás feito alguém que vai tirar o pai da forca. Eu procurava outro sonho, outros dois anos felizes... quem sabe mais.

Bom, o novo sonho chegou embrulhado na caixinha, com fita de cetim e tudo. Cheirava a novo, a felicidade... não a sonho que se torna real, porque esses sempre perdem a graça. Dessa vez a sensação é de vida que se torna sonho. Um sonho que vai dar trabalho, que vai ser incompleto pela falta de algumas pessoas, que vai ser difícil e complicado. Mas vai virar minha vida de cabeça para baixo, bem como os sonhos que eu gosto de sonhar.

Meu ano novo não teve lista, não teve pedido à meia-noite, não teve simpatia cumprida com fervor. Foi mais um auto-agradecimento do que qualquer outra coisa. E tudo com um sorriso no rosto pela sorte do que consegui até agora e do que está por vir. Tenho os melhores amigos do mundo. Agora só me falta a vida que os acompanha... e acho que estou cada vez mais perto de tê-la.

Que venha 2008.

Samstag, Januar 5

Então hoje eu fui buscar minha passagem definitiva. Curiosamente o frio na barriga não deu as caras. Foi tudo muito rápido e profissional, como se eu soubesse exatamente o que estou fazendo da minha vida. Estranho...